O Oncoville sai na frente mais uma vez com uma vez inovação praticada nos grandes centros americanos.
Recentemente a Universidade de Wisconsin e a RTOG (organização de pequisa americana em radioterapia associada ao instituto nacional do câncer) idealizaram um projeto revolucionário no tratamento radioterápico recebral. Muitos pacientes com tumores cerebrais precisam ser tratados com radioterapia cerebral, desenvolvem alta toxicidade (efeitos colaterais) neuro cognitiva. Entre inúmeras funções o cérebro, é resposável pela memória que quando irradiado diminui a capacidade de armazenamento de novas informações. No intuito de reduzir a incidência e a gravidade destas complicações, foi desenvolvida uma técnica de radioterapia capaz de preservar o hipocampo, o órgão cerebral responsável pela memória. Graças à técnica de intensidade modulada com aceleradores lineares de multifolhas (multileaf), disponível no Paraná apenas no Oncoville, até o momento, é possível a irradiação dos tecidos tumorais com o bloqueio do feixe de radiação dirigido ao hipocampo. Na esteira dos trabalhos pioneiros levados a cabo pela Universidade de Wisconsin e RTOG 93-10, os centros de radioterapia mais desenvolvidos ao redor do mundo, entre os quais o Oncoville, desenvolvem hoje protocolos semelhantes para reduzir os efeitos colaterais sobre o cérebro (hipocampo).




PRIMEIRO ESTUDO PUBLICADO VERIFICANDO A RELAÇÃO ENTRE DIABETE E AGRESSIVIDADE DOS TUMORES DE PRÓSTATA
Dados de estudos internacionais recentes apontam que o diabete melito é um fator de risco para tumor de próstata, notadamente os tumores de alto risco (os mais agressivos). Já se aventaram as hipótese da hiperglicemia (altas taxas de glicose no sangue, uma das características do diabete) favorecer o crescimento de células tumorais, assim como o próprio uso de insulina (medicação usada em alguns pacientes para tratamento do diabete). Postulara-se, ainda, que a metformina, droga às vezes utilizada no tratamento do diabete tipo II, reduzia a capacidade de proliferação dos tumores. O estudo publicado on-line em 22 de setembro de 2011 na revista International Journal of Radiation Oncology Biology Physics, um dos mais influentes jornais médicos da área de Radioterapia, avaliou 15330 homens com tumores de próstata tratados com radioterapia em 26 instituições americanas, dos quais 1202 eram portadores de diabete. Tanto homens com diabete tipo I como tipo II (os tipos em que a doença é classificada) apresentaram-se mais suscetíveis a ter tumores de próstata mais agressivos que os pacientes não-diabéticos. A importância prática do estudo é tornar os médicos atentos às características dos tumores de próstata em diabéticos: caso os exames iniciais mostrem doença de pouca agressividade, talvez valha a pena prosseguir na investigação com exames mais sofisticados, a fim de afastar mais seguramente que não se está diante de tumor de alto risco.
Carlos Lima Júnior
Radiooncologista da Clínica Oncoville
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