A Radioterapia Guiada por Imagens (IGRT) surgiu da necessidade de localizar de forma mais precisa o tumor ou os órgãos internos acometidos no instante do tratamento, para que houvesse melhor correlação com as imagens de referência.
Dependendo da região a ser irradiada como, por exemplo, quando se trata de tumores prostáticos, em que a próstata pode se movimentar internamente em função das mudanças fisiológicas do reto e da bexiga, que estão intimamente próximos ao órgão. Essa movimentação pode ser expressiva entre diferentes frações e, por isso, necessitam de controles mais aprimorados.
O IGRT também pode ser indicado para auxiliar em tratamentos que requerem extrema precisão, como a Radiocirurgia de Dose Única ou com máscara e a Radiocirurgia Estereotáxica Corpórea – SBRT.
O Oncoville dispõe do IGRT Exactrac® Brainlab um dos mais modernos do mercado:
O Sistema Exactrac 6D® Brainlab é formado por um conjunto de dois equipamentos de raios X, dois painéis detectores de alta resolução e um sistema de emissão e detecção de infravermelhos. A Tomografia de Referência, utilizada para planejamento e contendo os alvos, é enviada ao sistema para que sejam reconstruídos os mesmo planos que serão adquiridos durante o tratamento. Duas radiografias ortogonais são feitas, com o paciente em posição de tratamento, e comparadas àquelas geradas pelas imagens da Tomografia de Referência. O sistema calcula as diferenças na posição do paciente, em todas as direções – vertical, longitudinal e lateral –, e se existem giros, inclinações ou rotações. A mesa de tratamento é automaticamente corrigida, direcionando o paciente à posição correta, e novas imagens são realizadas para garantir um grau de localização submilimétrico.
PRIMEIRO ESTUDO PUBLICADO VERIFICANDO A RELAÇÃO ENTRE DIABETE E AGRESSIVIDADE DOS TUMORES DE PRÓSTATA
Dados de estudos internacionais recentes apontam que o diabete melito é um fator de risco para tumor de próstata, notadamente os tumores de alto risco (os mais agressivos). Já se aventaram as hipótese da hiperglicemia (altas taxas de glicose no sangue, uma das características do diabete) favorecer o crescimento de células tumorais, assim como o próprio uso de insulina (medicação usada em alguns pacientes para tratamento do diabete). Postulara-se, ainda, que a metformina, droga às vezes utilizada no tratamento do diabete tipo II, reduzia a capacidade de proliferação dos tumores. O estudo publicado on-line em 22 de setembro de 2011 na revista International Journal of Radiation Oncology Biology Physics, um dos mais influentes jornais médicos da área de Radioterapia, avaliou 15330 homens com tumores de próstata tratados com radioterapia em 26 instituições americanas, dos quais 1202 eram portadores de diabete. Tanto homens com diabete tipo I como tipo II (os tipos em que a doença é classificada) apresentaram-se mais suscetíveis a ter tumores de próstata mais agressivos que os pacientes não-diabéticos. A importância prática do estudo é tornar os médicos atentos às características dos tumores de próstata em diabéticos: caso os exames iniciais mostrem doença de pouca agressividade, talvez valha a pena prosseguir na investigação com exames mais sofisticados, a fim de afastar mais seguramente que não se está diante de tumor de alto risco.
Carlos Lima Júnior
Radiooncologista da Clínica Oncoville
Leia também :