O Oncoville mais uma vez inova e traz a Curitiba uma tecnologia criada e praticada nos grandes centros americanos.
Nos últimos anos, a Universidade de Chicago e a Mayo Clinic, duas importantes instituições americanas, idealizaram um projeto avançado. Muitos pacientes que precisam ser tratados com quimioterapia e radioterapia na pelve concomitantes (as duas modalidades de tratamento ao mesmo tempo), como pacientes com tumores de reto, de ânus, de colo do útero, de corpo do útero, de vagina, não conseguem completar o tratamento por desenvolverem alta toxicidade (efeitos colaterais) ao mesmo. Como nos ossos da pelve está alojada uma parte importante do sistema produtor das células sanguíneas, pode acontecer de as células deste sistema serem danificadas em algum grau pela radiação e pela quimioterapia concomitante, acarretando redução das células circulantes – glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas. Resultam daí, muitas vezes, interrupção do tratamento, o que não é desejável; maior suscetibilidade a sangramentos ou infecções. No intuito de reduzir a incidência e a gravidade destas complicações, foi desenvolvida uma técnica de radioterapia capaz de preservar a medula óssea, o órgão formador das células do sangue. Graças à técnica de intensidade modulada com aceleradores lineares de multifolhas (multileaf), disponível no Paraná apenas no Oncoville, até o momento, é possível a irradiação dos tecidos tumorais com o bloqueio do feixe de radiação dirigido à medula óssea. Na esteira dos trabalhos pioneiros levados a cabo pela Universidade de Chicago, os centros de radioterapia mais desenvolvidos ao redor do mundo, entre os quais o Oncoville, desenvolvem hoje protocolos semelhantes para reduzir os efeitos colaterais sobre a medula óssea. Veja a seguir alguns trabalhos publicados na literatura internacional atestando o benefício deste esquema de tratamento.
Revista médica International Journal Radiation Oncology Biology Physics
Edição de 1 de abril de 2008
Associação entre as medidas de dose na medula óssea e os efeitos colaterais sobre as células do sangue em pacientes com tumores de ânus tratados com quimioterapia e radioterapia de intensidade modulada
Revista médica International Journal Radiation Oncology Biology Physics
Edição de 1 de novembro de 2010
Efeito da dose de radiação na medula óssea nos efeitos colaterais sobre as células do sangue em pacientes com tumor de colo uterino
Veja como este trabalho define a utilização da radioterapia de intensidade modulada:
Radioterapia de intensidade modulada é tipicamente administrada com o uso de colimadores multilâminas, que consistem de folhas motorizadas individuais que se movem, tecnologia atualmente disponível no Parana apenas no Oncoville.
Inovação: Radioterapia cerebral com preservação de área da memória
Recentemente a Universidade de Wisconsin e a RTOG (organização de pequisa americana em radioterapia associada ao instituto nacional do câncer) idealizaram um projeto revolucionário no tratamento radioterápico recebral. Muitos pacientes com tumores cerebrais precisam ser tratados com radioterapia cerebral, desenvolvem alta toxicidade (efeitos colaterais) neuro cognitiva. Entre inúmeras funções o cérebro, é resposável pela memória que quando irradiado diminui a capacidade de armazenamento de novas informações. No intuito de reduzir a incidência e a gravidade destas complicações, foi desenvolvida uma técnica de radioterapia capaz de preservar o hipocampo, o órgão cerebral responsável pela memória. Graças à técnica de intensidade modulada com aceleradores lineares de multifolhas (multileaf), disponível no Paraná apenas no Oncoville, até o momento, é possível a irradiação dos tecidos tumorais com o bloqueio do feixe de radiação dirigido ao hipocampo. Na esteira dos trabalhos pioneiros levados a cabo pela Universidade de Wisconsin e RTOG 93-10, os centros de radioterapia mais desenvolvidos ao redor do mundo, entre os quais o Oncoville, desenvolvem hoje protocolos semelhantes para reduzir os efeitos colaterais sobre o cérebro (hipocampo).
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